
E se deixam, se por ventura consigo que me não julguem pela decisão de não me erguer, então esquecem-me ali e não surge nem uma mão a conduzir uma colher de sopa até aos meus lábios secos e quebradiços. Ninguém me alimenta e tenho de me disfarçar com forças que não tenho e erguer-me da cama e vir para a rua de sorriso nos lábios.
(e eu às vezes tantas vezes só queria ficar deitado como um moribundo a quem todos pagam respeitos mas sem sofrer sem mais sofrimento do que esse que me constringe a decidir ficar no leito e meu amor preciso que entendas que por vezes toda a minha força desmorona e me aceites assim tão forte como fraco nessas vezes por vezes tantas vezes mas nem sempre)