sábado, 9 de fevereiro de 2008

Julgamento

Morte aos tristes, que estragam a felicidade! Morte aos que riem, que não deixam sofrer! Morte aos amigos que apunhalam pelas costas e aos homens sem honra que não cumprem promessas! Morte aos amantes que não sabem amar; aos que pedem confiança quando falham sempre; morte aos estúpidos que confiam neles! Morte aos fortes, que nada sentem; morte aos fracos, que espasmam de dor! Morte às ladies na cama e putas na mesa; aos esteróides do porno e aos porcos fascizóides! Morte à mulher que não se masturba por ser errado e ao homem que a bate a pensar numa com outra ao lado! Morte aos filhos da puta que a mãe não tem culpa senão de os parir! Morte aos partidos e aos que não tomam partido!
Morte aos homens de bens e aos males dos homens! Morte ao amor que se finge verdade; morte aos traumas das relações que levam uns a pagar o erro de outros! Morte àquela noite em que se uniram os carrascos; morte àquela tarde em que se conheceram os santos que uniram carrascos! Morte a mim, que me pensei; morte a ti, que me sonhaste!

2 comentários:

Anónimo disse...

jazzy

venho diariamente visitar-te porque gosto mesmo muito de te ler.
hoje não foi um dia diferente.
no entanto, o teu 'Julgamento' fez-me no corpo e na alma o que só alguns como o pessoa ainda tinha conseguido fazer.
faço-te uma vénia sentida jazzy, porque eu amo as palavras, amo o mundo infinito que nelas se encerra.
sabes, publiquei dois livros e vivo na sombra fantasmagórica de não ter a capacidade de escrever muitos e muitos e muitos, mas ao mesmo tempo, esta sombra é-me iluminada de vez em quando.
hoje iluminaste a minha sombra porque o texto 'Julgamento' para mim foi luz.
se por mais ninguém, por mim, não deixes de escrever.

jazzy_blues disse...

Cassamia

primeiramente agradeço sinceramente o elogio... Mesmo. Escrever é, para mim, não só um prazer, como uma necessidade. Não poderia deixar de escrever: a escrita é como uma amante que não se consegue trair.
infelizmente, nunca se pode separar totalmente a vida pessoal daquilo que se passa para o papel, e este 'Julgamento' foi escrito pelas piores razões.
Por isso, ainda bem que o texto me consegue trazer a alegria deste teu elogio.
PS: eu não tenho livros publicados, é escusado procurar...